História de Valladolid

História de Valladolid

Apesar do indício da existência de assentamentos paleolíticos, Valladolid não começou a ser um núcleo de povoação até a chegada da Idade Média. Acredita-se que o nome "Valladolid" tenha origem árabe.

Em 1074, o rei Alfonso VI doou a Plaza Mayor ao Conde Pedro Ansúrez, o qual impulsionou seu desenvolvimento por meio de privilégios concedidos pelos reis de Leão e de Castela. O Conde Ansúrez ordenou a construção da Iglesia de la Antigua, um dos símbolos de Valladolid.

Em 1208 a Praça foi incorporada à corte de Alfonso VIII e se converteu no centro cultural de Castela. O seu rápido crescimento foi favorecido, neste caso, pelos privilégios comerciais concedidos pelos reis Fernando III e Alfonso X, como o foro real, e pelo grande impulso dado pela rainha e regente Maria de Molina. 

Em 1346 foi criada a Universidade de Valladolid, uma das primeiras da Espanha, graças à bula pontifícia outorgada pelo Papa Clemente VI.

Em 1390 a Audiência de Castela instalou-se em Valladolid. Em 1412 foi decretada a segregação dos judeus e foi criado um bairro específico para eles, o "barrio nuevo", hoje desaparecido, mas que se localizava no coração de Valladolid dos dias de hoje. 

No dia 19 de outubro de 1469 os Reis Católicos celebraram seu matrimônio secreto no Palácio de los Vivero.

Em 1489 se estabeleceu em Valladolid o Tribunal de Chancelaria e, em 1500, a Inquisição, dando lugar à celebração de famosos autos de fé na Plaza Mayor.

Cristóvão Colombo morreu no ano 1506, em Valladolid. 

Em 1561 ocorreu um incêndio que destruiu praticamente toda a cidade. Felipe II se comprometeu a reconstrui-la e construiu a primeira plaza mayor regular da Espanha.  

Em 1604 foi publicada em Valladolid a primeira edição de Quixote.

Em 1606 a capital da Espanha foi trasladada a Madrid. Deixar de ser a sede da Corte supôs uma grande mudança para a cidade e, a partir desse evento, a cidade começou a viver uma época de decadência, recuperando-se dela apenas em meados do século XIX. A recuperação de Valladolid ocorreu, em grande parte, pela implantação de oficinas têxteis, prelúdio da posterior industrialização. 

Em 1808 Valladolid foi ocupada pelos franceses, os quais lhe escolheram para abrigar suas tropas na chegada à Espanha. A cidade foi liberada pelo exército a mando de Wellington, em julho de 1812. 

Em 1856 foi fundado em Valladolid o jornal espanhol "El Norte de Castilla".

A chegada da ferrovia, em 1860, foi o primeiro passo para que a cidade se industrializasse. Nesse ano possuía 43.350 habitantes e, desde então, o seu crescimento foi lento, mas contínuo. 

Por volta de 1900, o comércio de farinha e de têxtil, as fábricas de soldagens e de papel e o tratamento do algodão, permitiram o nascimento de uma classe social abastada. Os mais ricos tinham suas casas nas Calles de Miguel Iscar e Acera de Recoletos e essas ruas são a prova do passado glorioso de Valladolid. Essa época de esplendor também é marcada por Don Miguel Isca, o prefeito mais lembrado pelos vallisoletanos, como são chamados aqueles nascidos na cidade. 

Na guerra civil, Valladolid foi um dos 12 centros militares e, por isso, foi bombardeada pelo exército republicano

Ao acabar a guerra houve a instalação de grandes fábricas na cidade: Nicas em 1939, Fada, Endasa, Tafisa e, sobretudo a Fasa Renault em 1953 e a Sava em 1957, provocaram um crescimento demográfico e urbano significativo. 

O forte desenvolvimento dos anos 1950 gerou a Valladolid a maior perda de patrimônio urbano da Espanha. No centro antigo da cidade, edifícios, conventos e, inclusive, palácios da época renascentista foram derrubados para dar lugar a blocos de apartamentos que modificaram o centro da cidade.

Hoje Valladolid é uma cidade moderna de 330.000 habitantes e que olha para o futuro com esperança.